sexta-feira, 29 de março de 2013

Cisnes Selvagens - Três Filhas da China, Jung Chang


Para os mais atentos, eu já tinha comprado este livro antes das minhas férias de Natal. Talvez seja o livro que, até hoje, mais gostei de ler. A mistura de disciplinas como História e Sociologia, diluem-se num extraordinário exercício de estudo da condição humana, tanto individual como familiar. Além disso, a história verídica de Jung Chang, é narrada na forma entusiástica de romance, transmitindo um prazer redobrado à leitura. Adorei, as descrições das paisagens da China, adorei as tramas familiares e os dilemas individuais, adorei aprofundar-me em considerações sociológicas. É um livro longo, e demorei cerca de um mês a lê-lo, mas recomendo a leitura. Na minha classificação: Obrigatório!



Em Cisnes Selvagens, Três Filhas da China – Quetzal Editores:

Cisnes Selvagens faz-nos penetrar profundamente na China; dos palácios às celas de prisão, das grandes manifestações insurrecionais à intimidade dos quartos, onde as confidencias das mulheres passam de mãe para filha. Impressionante na sua dimensão, inesquecível nas suas descrições do longo pesadelo da China, é simultaneamente um importante documento de historia contemporânea e um extraordinário testemunho do espírito humano. Combinando o intimismo da memória com o fôlego épico de um romance, Cisnes Selvagens, conta a história de três mulheres, a própria Jung Chang, a mãe e a avó materna – cujos destinos reflectem a história tumultuosa da China do século XX. À medida que os anos passam nesta bem urdida trama familiar, vemos três vidas desdobrando-se uma após outra, através do amor, da tragédia e da renovação.”

Um romance fascinante e poderoso, que atravessa três gerações de mulheres de uma família que viveu o entusiasmo, a repressão, a violência e a degradação do regime chinês e do maoísmo.”

Dentro do Segredo – Uma viagem na Coreia do Norte, José Luís Peixoto – Quetzal Editores

Também gostei muito deste livro, escrito numa forma muito simples, e de leitura relativamente rápida. Para uma compreensão do Regime Norte Coreano e da cultura Coreana. É igualmente um livro que nos faz compreender umas quantas coisas e que nos desperta para o valor que não damos à nossa liberdade e à nossa possibilidade de realização.




No Teu Deserto, Miguel Sousa Tavares – Oficina do Livro

Um livro muito curto, mas muito agradável para quem tem apenas uma ou duas tardes disponíveis. Uma história muito bonita. Um estilo diferente ao qual estamos habituados deste escritor. Uma simplicidade surpreendente.

Em No Teu Deserto:
Às vezes, lá onde moro, fico à noite a olhar as estrelas como as do deserto e oiço o tempo a passar, mas não me angustia mais: eu sei que é justo e que tudo o resto é falso.”


O Acidente, Ismail Kadaré – Quetzal Editores

Não posso dizer que gostei. O inicio é demasiado confuso e a história nunca chega realmente a desmantelar-se do novelo. Uma mistura de Romance com Policial. A ideia da história até é bastante original, mas na tentativa de aprofundar essa originalidade caiu-se no erro do excesso.






As Rosas de Atacama, Luís Sepúlveda – Asa Editores

Gostei muito. Novamente, a simplicidade.

Em Rosas de Atacama:

Um dia, no campo de concentração de Bergen Belsen, na Alemanha, Luis Sepúlveda encontrou gravada numa pedra uma frase de autor anónimo que dizia: «Eu estive aqui e ninguém contará a minha história.» Essa frase trouxe-lhe à memória toda uma galeria de personagens excecionais que havia conhecido e cujas histórias mereciam ser contadas.“

“…sob o sol piemontês…..
Enquanto bebia o vinho da última vindima, fiquei a saber que sobre a trattoria pesava uma condenação à morte, que o Município decidira deitar abaixo a casa argumentando que não reunia as características necessárias para a incluir no inventário de edifícios históricos, visto que os seus 150 anos não significavam grande coisa numa cidade com edifícios milenares, e que o terreno se destinaria a um edifício moderno.
A casa em questão não é bonita, mas é bela. Sobretudo nas tardes de Verão, quando Rosella tira as mesas para a rua ou coloca algumas debaixo dos arcos de uma velha cavalariça. Então, à luz de umas velas, janta-se num ambiente perfumado por loendros e pelas verduras que crescem numa horta próxima. Janta-se e canta-se. Aparece sempre um guitarrista qualquer, e à segunda canção a trattoria transforma-se numa festa familiar. Mas nada disto importa à modernidade.”


O Terceiro Reich, Roberto Bolañ o, Quetzal Editores

Não gostei da história. 

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