sábado, 30 de junho de 2012

As Três Vidas

Adorei “As Três Vidas” de João Tordo. Estou com aquela sensação, talvez um sentimento ou um desejo, de as personagens deste livro serem reais, tão reais quanto tu e eu. É daqueles livros que, quando terminado, continua dentro de mim por tempo indeterminado, o tempo até, que a sua história, e mais que a história, as suas personagens, se desvaneça pelo efeito mirabolante do dia a dia. João Tordo foi capaz de criar protagonistas tão autênticos que, aliadas a uma narrativa estimulante e deslumbrante, ao longo das páginas se vão transformando em mito. O próprio narrador se eleva a mito a partir do momento em que assume as suas duas vidas anteriores. E, Camila - assim como o seu destino -, a neta de Milhouse Pascal,  por quem o narrador se apaixona é, para mim, hoje, um mito. E, a Quinta do Tempo um lugar mitológico.
Os mistérios começam logo na primeira página e não terminam na última. O livro “As Três Vidas” é, para mim, absolutamente fantástico. Desde a primeira página, fiquei preso aos mistérios anunciados, tendo sido, assim, desarmado e suspenso ao mundo funâmbulo das páginas que folheei.

Não acredito que esta seja uma obra de sorte ou de uma acaso fortuito. Acredito sim, no talento do autor. Uma capacidade notável em criar mistérios, em os desvendar, e de elevar as personagens a algo mais do que simples retratos de papel. Uma imaginação exímia. Recomendo!

Que segredos rodeiam a vida de António Augusto Milhouse Pascal, um velho senhor que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e um rol de clientes tão abastados e influentes como perigosos e loucos? São estes os mistérios que o narrador – um rapaz de família modesta – procurará desvendar durante mais de um quarto de século, não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por aquela estranha personagem se irá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua próprio vida.
Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque em plenos anos oitenta – época de todas as ganâncias - e cruzando a história sangrenta do século XX com a das personagens, As Três Vidas é, simultaneamente, uma viagem de autodescoberta através do «outro» e a história da paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Milhouse Pascal, e do destino secreto que a aguarda; que estará, tal como o do avô, inexoravelmente ligado à sorte de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da corda bamba em que se sustém.”

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